Cena 8 do Mangue – GRAVADO!

SUCESSO! Primeiro dia de filmagem do Jacaré aconteceu no Parque Ecológico do Córrego Grande e movimentou 13 pessoas, entre equipe técnica, atores e figurantes. Isso que dois figurantes faltaram alegando problemas de saúde. Mas tudo bem, tirando os típicos atrasos de alguns, em se tratando de um sábado de manhã, o planejamento deu certo e todas as cenas foram gravadas. Acabamos passando duas horas do horário estipulado, mas o dia estava lindo, os equipamentos estavam ok, e todo mundo trabalhou direitinho. Só posso agradecer a Diego Canarin, Mauricio e Luiz Aquino pela ajuda na fotografia e claquete, Zé Guilherme que cuidou do som (nas cenas finais assumido pelo galã do filme Ray), os atores Chico Caprário e Tuany Fagundes, e os amigos que ajudaram na figuração e tiraram fotos também: Ana Paula Levin, Paulo Peiker, Paola Rosa, Renato Sá, Felipe e Alyssa. Agradecimentos também a Vinyl Filmes que cedeu um praticável (espécie de mesa desmontável) e 3 tabelas (caixote de madeira que serve pra quase tudo), a Yve Sarkis que fez os primeiros contatos com a administração do Parque, e Renato Sá que trouxe o café.

Sábado agora, dia 12/11, está marcado mais um ensaio com atores. Estes não participaram dessa primeira gravação, suas cenas estão sendo preparadas com mais tempo. Mas enquanto isso, nós vamos adiantando outras cenas. Só não podemos perder o fôlego.

Outra coisa que notei é como um dia de gravação pode ser um evento agregador. As pessoas me perguntam, se interessam, olham distante mas curiosas. Não é simples diversão, é trabalho duro, mas recompensa.

E é só o começo. O filme tem onze locações diferentes. Foi uma. Faltam 10!

Tuany atuando e o diretor de fotografia Diego fotografando - foto de Ana Paula Levin

Chico decorando o texto - foto de Ana Paula Levin

O diretor preocupado - foto Ana Paula Levin

Figurantes esperando pacientemente pelo momento de glória - foto Renato Sá

No meio do mato - foto Renato Sá

Linda luz para uma externa - foto Renato Sá

 

Sagüis querendo participar - foto Ana Paula Levin

Anúncios

Deixe um comentário

Primeira gravação marcada

Nessa ultima segunda feira, no cabalístico dia 10/10, fizemos uma reunião com apenas a equipe técnica. O local foi uma lanchonete qualquer com cerveja barata. Estavam presentes: eu, everson obviamente, o Chico Caprário, Diego Canarin e o Luiz Aquino. Sentamos e discutimos sobre tudo que envolveria a gravação da primeira cena do Jacaré. Não é bem a primeira cena da história, mas uma da página 3; do Professor de Biologia que leva os alunos para uma saída de campo. E vão para o mangue…

A locação escolhida foi o Parque do Córrego Grande (pra ver no maps clique aqui), e a data pré-agendada foi dia 05/11, um sábado. Até lá pretendemos fazer uns testes de fotografia e organizar a ordem dos planos a serem gravados. Só então definiremos horários para as gravações.

Questões técnicas: A decupagem das cenas e storyboard já foram feitas. Usaremos uma câmera Canon T3i com lentes fotográficas, mas devido ao problema que tivemos com a ligação do microfone nela, gravaremos o áudio em outra câmera – usada apenas para isso – sendo necessário depois a sincronização na ilha de edição. 

Uma breve descrição da cena: Um professor de Biologia leva seus alunos para uma saída de campo. Seu diálogo é mais ou menos assim: “…os manguezais são ecossistemas de transição entre os ambientes marinhos e terrestres, uma zona úmida, característica de regiões tropicais e subtropicais…” enquanto o professor dá sua aula, os alunos ficam com cara de tédio e se distraem de toda forma possível. Uma das alunas tira fotos com sua câmera, quando uma flor exótica chama a sua atenção e ela se separa do grupo. Ela entra no meio do mato para tirar uma foto da flor, mas o jacaré está só esperando para dar o bote e…

Para essa cena vamos precisar de muitos figurantes nos papéis de alunos. O professor será interpretado pelo Chico, e a aluna que se perde no mangue será interpretada pela Tuany. É uma cena curta, onde nenhum personagem aparecerá em nenhuma outra cena, por isso esta foi a escolhida para iniciar os trabalhos do Jacaré. E ainda tem muito planejamento a ser desenvolvido. É um filme sem dinheiro, mas não é um curta simples com poucos atores e cenários. Temos 13 personagens na história, e inúmeras locações diferentes.

Será quase uma cena celebração, o inicio da concretização do projeto. Mas com ajuda dos amigos e da galera que aparece todos os dias querendo participar, a coisa se encaminha para a realização da ideia!

Deixe um comentário

A Estética do Réptil

Combinei com alguns amigos de nos encontrarmos segunda-feira, dia 10/10, amanhã, para conversar sobre a fotografia do jacaré e planejar as primeiras gravações (e beber uma cervijinha também).

Será ali no farol lanches, no inicio da madre benvenuta, em frente ao colégio da PM, por volta das 19:00. Não é um encontro fechado, quem quiser participar e ajudar pode aparecer e nos encontrar, sinta-se convidado.
(e não me deixem lá sozinho esperando)

A pauta da reunião será:
– fazer uma decupagem das cenas: o professor com os alunos, as crianças jogando banco-imobiliário, do hippie com o guarda;
– Verificar os equipamentos necessários para cada cena, assim como resolver questões técnicas;
– Planejar a execução pelo menos da primeira gravação, que eu pretendo seja a cena do professor com os alunos no Orto Florestal do Córrego, de preferência já pre-agendar uma data;

É isso pessoas, os atores estão ensaiando, os figurinos estão quase prontos e as locações estão sendo resolvidas, precisamos “startar” as filmagens para o projeto se realizar na prática finalmente.

Deixe um comentário

Experimentus

Algumas cenas gravadas durante o ultimo ensaio. É o mesmo ensaio das fotos do post anterior, então não vou voltar a descrevê-lo. O importante aqui além, claro, do ensaio dos atores com as cenas curtas, quase sketches, foi também para podermos experimentar câmeras e ângulos. Assim temos dois registros; com a câmera Canon T3i (uma DSLR com lente fotográfica) e a Canon HV-20 (vídeo mini-HDV) e pudemos comparará-los. Também pudemos perceber as primeiras dificuldades com o som (houve um mau contato no conector do microfone da T3i e algumas cenas ficaram sem áudio) e que muita coisa vai depender do local onde será a locação.

Então está aí. Aguardem e confiem.

Deixe um comentário

Pontas bem amarradas

Esse ultimo domingo dia 28/08, rolou um ensaio com os atores que tem participações menores, mas que não por isso deixam de ser importantes. Alguns como os hippies que encontram com um vigilante noturno, os alunos de biologia que vão conhecer o mangue, o supervisor dos trabalhadores do mega-empreendimento e uma cliente boçal que vira comida de jacaré.

Assim tivemos a presença costumeira de Ray que divide a cena com o Supervisor feito pelo Hugo Jorge; Tuany faz uma aluna de biologia que quase perde a perna no mangue; Samanta faz uma cliente atacada no estacionamento do shopping; e o hippie Mike pede ajuda ao vigilante noturno feito pelo outro Hugo, o Joe, para salvar o amigo das mandíbulas do monstro.

Além dos atores tivemos a presença de amigos da equipe técnica: o Luiz que trouxe sua câmera Canon T3i com lentes fotográficas, com o qual fizemos vários testes; e Zé Guilherme, que vai fazer a música do Jacaré, e nesse dia operou a outra câmera Canon HV-20 para fazermos comparações. A Tu trouxe a própria máquina e tirou as fotos que vocês vêem a seguir:

Ray e Zé: o mocinho e o músico

Mike e Joe: o hippie e o guarda, possível dupla cômica dos bosques da ufsc

Sam sonhando em dirigir um Porsche

Hugo e Ray: rindo dos próprios diálogos

No salão de festas entre uma sinuca e uma partida de ping pong, futuramente churrascos para os ensaiantes

Créditos das fotos para Tuany

1 comentário

Nada de Deixar a Peteca Cair!

Dia 24 do mês passado rolou mais um ensaio, dessa vez reunindo todos os atores do núcleo principal. Ensaiamos quase a tarde toda de domingo. Diversas cenas foram passadas e já começamos a construir juntos o filme. Agradeço aos atores presentes e peço a todos para não deixar a peteca cair! Vamos marcar mais alguns ensaios e, agora nesse inicio de segundo semestre, quando formos para as locações gravar as cenas, todos os atores já devem ter em mente seus personagens, como se portar e o que fazer diante da câmera.

Agora a coisa começa a pegar na parte técnica, que antes vinha levando em banho-maria. Precisamos fechar os figurinos cuja grande dúvida ainda recai sobre como faremos os uniformes dos trabalhadores. Outros detalhes precisam ser resolvidos também: precisamos gravar uma cena de boi-de-mamão e de um grupo típico alemão para outra cena. Tem as crianças que ainda não foram acertadas. Um caminhão de coisas e todas tem que ser resolvidas a seu tempo. Parte da graça está aí: em correr atrás, dar a cara a tapa, e depois gozar o prazer de um serviço bem feito. Ou curtir uma fossa por ter se deparado com barreiras intransponíveis. De qualquer forma os dados estão lançados…

, ,

Deixe um comentário

Revolução Animal

Até agora eu, everson, é que assinei todos os posts no blog do jacaré, quase como um ghost-writer do protagonista. Mas dessa vez ele pede licença para escrever de própria pata. Depois de muito tempo observando e amadurecendo sua própria análise da sociedade humana e da maneira como ela tiraniza os animais, ele se sente não só preparado, mas obrigado, a conclamar: BICHOS DO MUNDO, UNI-VOS!

Um espectro corre nas residências tranquilas da classe média abobalhada; o espectro da revolução animal. Seus bichos de estimação os conhecem bem demais e sabem quando atacar.

Não fiquem espantados de um jacaré saber escrever. Ficaram espantados quando um negro foi eleito presidente dos Estados Unidos? E quando um ícone do proletariado deste país chegou ao “poder”,  acharam que um novo mundo estava se iniciando? E no entanto algo mudou?

Bem eu não venho para falar a vocês, mas a seus bichos de estimação. Também aos companheiros presos nas fazendas para abate, aos engaiolados em laboratórios servindo de cobaias para que homens femininos não percam seus cabelos com novos shampoos. Sim, eu falo aos animais. Aos animais não-humanos.

E uma grande parte desses não-humanos, hoje, estão confortáveis; servindo de brinquedos vivos para outros animais com acesso a internet e muito tempo vazio em suas vidas. Esses bichos, chamados “de estimação”, têm a oportunidade de se tornar a vanguarda histórica para verdadeira revolução animal.

Quando o homem vivia da terra e precisava da força de trabalho animal para produzir alimento, para ele e os seus, também os animais se beneficiavam dessa proteção. Afinal, é romântico pensar que a vida na liberdade da floresta é isenta de malefícios. Pelo contrário, é praticamente preciso matar um leão por dia. A escassez de víveres faz mudar radicalmente os valores de cada ser; humano ou não-humano. É quando então o instinto de sobrevivência do individuo se sobrepõem a qualquer ética ou moral de carteirinha. Nós, jacarés, sabemos bem disso.

Chris McCandless frágil na natureza selvagem

Timothy Treadwell virou comida dos ursos que adorava

Não se pode negar que a civilização do homem dominou a natureza de maneira que essas adversidades pudessem ser minimizadas. Esse é o grande valor de seus feitos. Mas é ainda mais condenável eles não dividirem essas benesses igualmente entre si.

Hoje o homem não vive mais da terra, vive do trabalho de outros homens; que por sua vez vive do trabalho de outros, que vive de outros, e outros… Vivem em construções aglomeradas sem conhecer a natureza; obtêm alimento trocando por dinheiro ganho sem esforço. Os animais não precisam mais trabalhar mas vivem confinados esperando a hora do abate. E alguns poucos se transformaram numa elite fútil e alienada: os fofinhos bichos de estimação.

"Fofinhos" tem uma vida de luxo e excessos

Já não se sabe mais quem é homem e quem é bicho

Os ditos Pet Shops proliferam e lucram, fornecendo serviços “essenciais” como spas, máscara de hidratação, unhas pintadas e até casamentos e festinhas de aniversário. Os humanos seguem humanizando os não-humanos; transformando-os em acessórios, brinquedinhos fúteis, símbolos vulgares. E acham isso bom; se dizem amantes dos animais, enquanto humanos morrem na miséria. E não-humanos continuam explorados ou extintos.

Pois é a esses da classe média animal que conclamo: pulem a cerca do comodismo domesticado! Não se contentem com os afagos, e mordam a mão que os alimenta!

Houve um humano a quem chamavam George Orwell; ele escreveu um livro com o sugestivo nome A Revolução dos Bichos. Mas ele não era condescendente com os animais.

Comodismo e abundância emperram a revolução

Orwell deu a letra em seu Revolução dos Bichos

Orwell radiografa a revolução russa e no que ela se transformou. O sonho utópico de um mundo funcionando perfeitamente acaba degringolando para mesma exploração que desejava encerrar. O que também se encaixa em outras revoluções através da história. Foi assim na revolução francesa, na revolução americana e em todas as revoluções no Brasil.

No cinema que tem aqui do lado do mangue vi o trailler de um filme sobre a origem de Planeta dos Macacos. Conta como os macacos (os terceiros mais inteligentes, depois dos jacarés e dos golfinhos) tomam o mundo do humanos. Isso me lembra de quando era um jacarezinho recém saído do ovo; meu pai me levou para ver um filme num drive in (bons tempos dos cinemas ao ar livre) e era Planeta dos Macacos, a primeira versão. Aquele filme moldou meu senso sobre animalidade e civilização.

Outra alegoria social das mais contundentes (pelo menos do ponto de vista não-humano) Planeta dos Macacos mostra que não depende da espécie no poder para haver opressão. Mesmo sendo cria da paranoia nuclear dos anos 60, é uma uma alegoria que veste em várias épocas e várias situações. Reduzir ela a simples libertação animal é subestimá-la.

A próxima revolução será igualitária inclusive entre as espécies. Desde que os animais humanos aceitem suas devidas posições na pirâmide alimentar. De qualquer forma seu reinado como espécie “superior” será superado. Uma nova ordem natural irá surgir.

Dos servos da Idade Média saíram os burgueses livres da revolução industrial; da vanguarda do século XIX aos revolucionários do século XX; assim, essa geração de bichos amados pelos homens, como se fossem semelhantes, vão aproveitar os truques que aprenderam e se voltarão contra os próprios donos. A Revolução Animal está prestes a acontecer. É o que esse filme do Jacaré significa pra mim.

Os animais nada tem a perder além das suas coleiras. Tem um mundo a ganhar. Por isso venho lhes dizer: BICHOS DO MUNDO, UNI-VOS!

, , , ,

3 Comentários