Arquivo de junho \23\UTC 2011

Algumas possibilidades

Dia 19/06 quase não rolou reunião devido a desistências de ultima hora. De fato, não houve um ensaio como planejado já que 3 dos 6 atores esperados cancelaram (com devidas razões). Mesmo assim pelo menos vieram os dois que não haviam participado do encontro anterior, o que nos permitiu adiantar mais um passo no processo de reconhecimento dos personagens.

Apareceram Lincohn (faxineiro), Hugo Jorge (supervisor) e Ray (mocinho). Com o Lincohn foi o primeiro contato que tivemos, mas devo dizer que o achei perfeito para o papel. Assim conversamos sobre os dois personagens (faxineiro e supervisor) que ainda não estavam familiarizados e fizemos a leitura das duas cenas com esses personagens contracenando com o mocinho.

Estavam presentes também Paola, figurinista e que cedeu a casa para o encontro, e Júlia uma amiga que arranjou o contato com Lincohn.

Pequeno grupo que salvou o dia

Conversamos mais um pouco sobre os figurinos dos faxineiros, provavelmente teremos que fazer contato com a empresa de limpeza terceirizada e verificar se eles cedem algo do uniforme, pelo menos as calças, sendo que as camisas nós compraríamos em uma promoção qualquer e pintaríamos o emblema.

Conversamos também sobre as locações. Aí vão alguns locais fotografados que podem se tornar cenários do filme (perdoem o amadorismo do fotógrafo):

Possivel escritório do chefe, que precisa ser mais caracterizado

Corredor do Mega-Empreendimento por onde as pessoas vão fugir do jacaré

Banheiro onde o jacaré fará algumas vítimas

Possível guarita onde um pobre vigilante irá defender o mega-empreendimento

Paredão de Fuzilamentos

Túnel sinistro

Pré-combinamos também para esse sábado, dia 25, reunirmos a equipe de arte e cobrir a estrutura da cabeça de jacaré (veja a estrutura aqui) com papel machê e tomarmos um quentão comemorando o inverno.

Aos poucos o projeto vai se tornando concreto e palpável.

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1 comentário

De Olho…

Ontem tivemos uma micro reunião no bar com alguns amigos, seriam eles: Lucas “Bond” Reis, Paulo “Taió” Peiker e Chico “Sorria, Você Está Sendo Filmado” Caprário. E como sempre: eu. Entre as conversas políticas, discussões filosóficas, e difamação dos não presentes, avançamos sobre o assunto lamacento das locações para o filme. Sem mais boleros e milongas, vamos ao que foi decidido (e o que não foi também):

Dividimos as locações em dois grupos: as dentro da Ufsc e as fora. As dentro da Ufsc podem ser acertadas numa espécie de “pacotão”, conversando com um professor e fazendo contatos dentro da universidade. Seriam essas locações (a princípio):

Banheiro do Mega-Empreendimento: banheiro do auditório Guarupuvu no Centro de Eventos. Um banheiro de luxo.

Corredor do Mega-Empreendimento: corredor do SAPSI, ou o atendimento das salas da psicologia no 2º andar do bloco D do CFH. Um corredor bem decorado e luxuoso.

Guarita do Guarda: uma guarita de PVC, bem pequena e claustrofóbica, tipo pipi-móvel. Tem no estacionamento do lado do CCE e também no do CTC.

Auditório: um dos auditórios da Ufsc. Essa cena será da apresentação de Power Point do Chefe, e será gravada em algum dos muitos auditórios ou mini-auditórios disponíveis na universidade.

Túnel: aquele que leva para a prefeitura do campus no córrego grande. Pode servir para uma ótima cena de perseguição, ou mesmo para do paredão de fuzilamentos.

Sobraram todas as outras locações. Bem variadas. Algumas externas outras internas. Algumas destas já foram mostradas no post “Na Caça aos Esconderijos do Jacaré do Papo Amarelo” (clique aqui) e aí vão elas:

Mangue: na verdade será montado com várias locações; o professor com os alunos de biologia vão gravar no Orto Florestal do Córrego Grande, enquanto takes do verdadeiro mangue, aquele do Itacorubi com saídas de esgoto e lama movediça, serão inseridos no meio das cenas. Outra boa possibilidade é o riacho do Canto da Lagoa que aparece no vídeo do post supracitado.

Frente do Mega-Empreendimento: provavelmente em frente ao shopping Iguatemi, bem onde há uma placa falando do Jacaré do Papo Amarelo. Vai ser ali onde os hippies irão fazer seu protesto e serão interpelados pelo manezinho popular. Dessa locação eles irão rapidamente para…

Arredores do mangue: onde os hippies são atacados pelo jacaré. Essa cena será gravada na Lagoa do Peri (também aparece no vídeo do post) onde tem alguns cenários com bancos de praça em meio a vegetação retorcida, típica de regiões pantanosas, criando um belo e sinistro cenário.

ATENÇÃO! A partir daqui as locações ainda não têm sugestões, ou são sugestões ainda pouco conhecidas. Precisamos de ajuda! Quem souber de algum lugar que se ajuste a descrição do que procuramos, por favor, entre em contato com a produção (clique aqui):

Escritório do Chefe: bem, essa locação temos até o momento apenas sugestões sem muita consistência, dependendo de imagens dos lugares pensados. Entre eles o escritório da oficina mecânica (?) de uma amiga, mas a dúvida é o quanto poderia ser transformada num escritório de um empresário bem sucedido. Outra possibilidade é um escritório de um conhecido que é advogado.

Estacionamento: da cena da Cliente atacada pelo jacaré enquanto estaciona o carrão. Teria que ser um estacionamento fechado, do tipo de condomínio, com jeito de acomodar carros de bom nível. Na verdade, não sendo aberto (tipo estacionamento de mercado) já tá valendo.

Paredão de Fuzilamentos: paredão zoado e aparentemente abandonado, onde podemos grafitar um desenho de alvo e fazer buracos com um formão para simular buracos de balas. Será usado em duas cenas.

Estúdio: esse é o mais complicado de todos. Precisamos de um lugar (cuidado com spoilers) onde possamos montar as maquetes de prédios que serão destruídas pelo jacaré gigante. Tem que ser um lugar amplo, fechado, que possamos cobrir o fundo, e os lados, como o palco de um teatro. Até com mais espaço talvez. Quem sabe uma garagem grande, ou galpão…

Quem souber, quem quiser ajudar, resolver esse lugares que faltam, ou sugerir alternativas para aqueles já falados, seria de grande ajuda. Em breve quero postar aqui as fotos das locações já escolhidas, mas que não são inflexíveis. Assim vamos construindo o filme, com a contribuição espontânea de várias pessoas, as vezes sem maiores pretensões além de fornecer um contato interessante ou indicar uma locação que resolva os problemas. E seu nome vai par os créditos. É só falar.

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Encontro dia 05/06

Abre Ata. Após algumas mudanças de ultima hora na data (espero que não se repita) fizemos o segundo encontro para leitura do roteiro. Dessa vez compareceram os atores principais: Ray (mocinho), Drica (faxineira), Diego (chefe), Luanda (secretária), e o coadjuvante, mas não por isso menos importante, Mike (hippie 1). Avisaram antes que não poderiam vir Chico (professor), Hugo Maligoli (guarda), Tuany (aluna) e Lincohn (faxineiro). O outro Hugo (supervisor), também um coadjuvante não menos importante, mandou um email de ultima hora se justificando que não poderia vir, mas se comprometendo com as próximas reuniões. Sam, onde estais que não respondes?

Fizemos nova leitura, agora com os atores principais escolhidos e nos respectivos papéis. E fluiu muito bem, me fez pensar que a escolha dos atores foi acertada.

Conversamos sobre as características de cada personagem, a maioria inspirados em pessoas reais; o mocinho é ordeiro e contra protestos e manifestações, ingênuo, acredita que pode crescer apenas trabalhando dentro do sistema e tem um ar meio Jerry Lewis; a faxineira escapa do trabalho a todo momento para poder fumar, não teve educação formal mas não é ingênua, acredita que como seu salário é baixo quanto menos esforço fizer mais vai estar ganhando do patrão; chefe é tipo playboy, egocêntrico, seguro de si e cheio de lábia, do tipo que venderia geladeira para esquimó; a secretária é sexy, mas não vulgar, tem suas caras e bocas, já a chamaram de “biscate”, mas foi só inveja; e o hippie 1 é metido a intelectual de esquerda, mas no fundo é apenas um ressentido com o sistema.

Falamos de propostas para figurinos: o problema seria o uniforme dos trabalhadores (são quatro: faxineiro, faxineira, supervisor e mocinho) teriamos que, ou fazê-los, ou pedir emprestado em alguma terceirizada através de contato. O uniforme dessas empresas em geral é apenas uma calça padrão e um jaleco ou camiseta com logo da empresa (já pensei num bom nome, mas revelarei no momento apropriado), poderiamos pedir as calças emprestadas e faríamos apenas as camisetas (manga longa já que estaremos no inverno). A Drica disse possuir um uniforme de faxineira do modelo mais clássico (com avental, touca e babados) o que me parece bem interessante visualmente, mas dificulta na produção já que temos outros três trabalhadores que teriam que seguir o padrão. Enfim, resolveremos isso com as figurinistas. O mocinho no começo usará roupas casuais do próprio guarda-roupa, assim como os hippies e demais extras. O chefe usará uma roupa mais social, blazer ou suéter, com gravata, mas não paletó; e a secretária usará uma roupa não muito decotada, mais marcada na silueta, saia pelo joelho e tailleur. A Luanda sugeriu como referência a personagem Joan do seriado Mad Men.

Joan da série Mad Men, personagem é referência para secretária

Concordamos que o elenco principal (mocinho, faxineira, chefe, secretária, mais supervisor e faxineiro) seria interessante fazer alguns ensaios, de maneira a fixar o texto e discutir trejeitos e marcação em cena. Dessa maneira os atores já chegarão na hora das gravações com os personagens prontos agilizando o processo. Assim ficou pre-agendado dia 19 de junho, não esse, o outro fim de semana, para o ensaio. Dependendo do espaço mais gente pode comparecer para assistir e dar sua opinião.

Sobre o roteiro, conversamos sobre uma possível mudança numa única frase no diálogo das crianças. O Diego conseguiu as crianças para fazerem as cenas, que ainda por cima poderiam ser rodadas na biblioteca do colégio onde dá aula, mas dois palavrões teriam que ser amenizados. Concordei e vou providenciar a mudança sem no entanto mudar o sentido das frases nem a intenção de choque com o palavreado. Mandarei a nova versão do roteiro para todos em breve.

Uma coisa comentada, mas que não foi propriamente discutida nessa reunião, é sobre cronograma. Vemos como é demorado e complicado para reunir toda essa galera, afinal cada um tem sua vida, suas prioridades, seu tempo de ócio e seu tempo de trabalho. Muitos, como eu, ainda tem suas vidas ligadas a universidade, e agora no fim do semestre a coisa fica mais complicada. Outra coisa, é que algumas das locações seriam na Ufsc, as cenas do banheiro (que são várias) pretende-se ser no Centro de Eventos (vulgo elefante branco), já conversei com eles lá e liberam o espaço desde que tenha um documento com assinatura de um professor (dizendo que faz parte de um projeto de aula, hehe). Isso acho que não é problema, o problema é que, como disse, o semestre está no fim, encerra dia 16 de julho e volta dia 8 de agosto. No ritmo que vamos isso vai ficar para o próximo semestre. Mas outras locações, principalmente externas, acho que é a melhor época agora e podemos ir adiantando várias coisas nesse período de recesso.

Então acho que o importante é não perdermos o pique e mandando bola pra frente. Ainda tem outras locações para resolver e quero em breve, bem breve, marcar uma reunião com a equipe de produção. Além é claro de mandarmos ver na cabeça de Jacaré/Bernunça que temos.

Bom, aí vai a gravação da leitura desse domingo. Esqueci de ligar a câmera e perdi os 5 minutos do começo, mas tudo bem, o importante para todos notarem é os personagens principais com seus respectivos atores já selecionados e prontos para agir:

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